Marques Mendes vai anunciar apoio a António José Seguro

Marques Mendes vai anunciar apoio a António José Seguro

Fonte próxima de Marques Mendes avançou à RTP que o antigo líder do PSD vai apoiar Seguro. Ao Expresso, Marques Mendes referiu-se a Seguro como "o único candidato que se aproxima dos valores que sempre defendi: defesa da democracia, garantia do espaço da moderação".

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Marques Mendes vai anunciar apoio a António José Seguro Foto: João Marques - RTP

Na noite eleitoral, Marques Mendes tinha afirmado que não iria endossar os votos que lhe sido atribuídos. O candidato referiu que não era dono desses votos e que cada um deveria escolher de acordo com a sua consciência.

Agora, vai tornar público que decidiu votar em António José Seguro.

"É o único candidato que se aproxima dos valores que sempre defendi: defesa da democracia, garantia do espaço da moderação, respeito pelo propósito de representar todos os portugueses", afirmou numa declaração ao Expresso Marques Mendes, que na primeira volta foi apoiado por PSD e CDS-PP.

O antigo líder do PSD explicou que na noite eleitoral de domingo quis separar a sua posição como candidato da sua posição pessoal: "Como candidato, entendi não dar qualquer recomendação de voto. O candidato não é dono dos votos em si depositados. Quanto ao meu voto pessoal indiciei que o referiria mais tarde. É o que faço agora".

Marques Mendes ficou em quinto lugar, com 11,3 por cento, alcançando perto de 640 mil votos.
Apoios à direita

O líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, declarou a neutralidade do partido na segunda volta das eleições presidenciais, apesar dos apelos do secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.
O candidato apoiado pelo PS venceu a primeira volta, realizada dia 18 de janeiro, com 31,11 por cento dos votos, enquanto o líder do Chega, André ventura, alcançou 23,52 por cento.
Apesar da neutralidade oficial de Montenegro, várias personalidades ligadas ao PSD já manifestaram o seu apoio a Seguro, como Miguel Poiares Maduro, membro da comissão política de Marques Mendes.

Pedro Duarte, o presidente da Câmara do Porto, José Eduardo Martins, António Capucho e José Pacheco Pereira declararam que vão votar no socialista.

Também na Iniciativa Liberal surgiram vários apoios. O líder parlamentar Mário Amorim Lopes declarou apoio a Seguro "segundo a minha consciência e à frente de interesses partidários".

José Manuel Júdice, mandatário de João Cotrim de Figueiredo nestas presidenciais, anunciou que votará no socialista. “Vou votar com total determinação em António José Seguro”, afirmou.

Por sua vez, o CDS declarou quarta-feira que não irá apoiar nenhum dos candidatos, nem António José Seguro, nem André Ventura, referindo que "combate o socialismo e rejeita o populismo".
Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS (que com o PSD compõe a Aliança Democrática), criticou por seu lado quarta-feira o que chamou as "lições de democracia" da esquerda em relação aos candidatos que disputam a segunda volta das presidenciais.

"Era o que faltava que o único voto legítimo e democrático" fosse em Seguro contra Ventura, afirmou.

No entanto, Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS-PP, anunciou que votará em Seguro, por estarem em causa “valores fundacionais e civilizacionais”.
Esquerda em peso

O candidato da área socialista começou logo após a primeira volta a acumular apoios à esquerda mal se soube que era o candidato mais votado para passar à segunda volta.

O Bloco de Esquerda e o Livre, que apresentaram candidatos próprios na primeira volta, Catarina Martins e Jorge Pinto, respetivamente, anunciaram, logo no final do primeiro escrutínio, que iriam propor aos respetivos partidos o apoio a António José Seguro para a segunda volta. 

O Livre confirmou formalmente a decisão esta quinta-feira.

O candidato António Filipe, apoiado pelo Partido Comunista, considerou essencial derrotar os “propósitos reacionários” de André Ventura.“O apelo ao voto em António José Seguro não significa apoio às suas posições políticas, mas sim a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura”, sublinhou António Filipe.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou igualmente que a passagem de Ventura à segunda volta “conduz ao voto” em Seguro.

Na mesma linha, o  PAN – Pessoas-Animais-Natureza anunciou, em comunicado, o apoio ao candidato socialista, considerando que representa “uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade".

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta da eleições presidenciais a 8 de fevereiro.
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